MATER

MATER dá nome a uma alquimia da transformação. É assim que começa a breve descrição no panfleto de MATER, um espectáculo da companhia de dança Amalgama.

Confesso que fui para o Palácio da Pena com uma perspectiva completamente diferente do que aquilo que encontrei. Esperava dança, jogos de luz, ritmo frenético, um palco, uma sala. Encontrei amor, fé, segredos, tesouros, chaves, natureza, etc, etc ,etc. Tantos etc para quê? Porque saí de lá com muitos outros sentimentos indescritíveis do ponto de vista literal. A música ligava-se à natureza e ao vento de forma subtil, a dança.. essa.. dançava com as nossas emoções de forma nada subtil. Pareceu tudo encaixar-se, até o frio que nos fez estar mais abertos ao mundo criado. Damos por nós num mundo diferente.. diferente do que vivemos, diferente do que sentimos, diferente do que idealizamos.

Se esperam algo imaginável, podem esperar sentados.. MATER é impossível de imaginar. Não acredito que uma única pessoa que tenha visto o espectáculo pela primeira vez tenha conseguido imaginá-lo antes de o ver.

Parabéns ao meu amigo Pascoal e a todos os artistas que interpretaram, criaram e participaram neste espectáculo. São momentos como estes que nos fazem crescer, mudar, transformar… tal como na alquimia.