Voltei ao activo
Amanhã hei-de colocar umas fotos do sítio onde passei estes 6 dias. Por agora limito-me a ter sono… e a pensar que daqui a nada vou dormir!
Estas ferias fizeram-me bem (ao contrário do que seria de esperar..). Pensei, vivi, convivi e re-pensei. Concluí que se vive bem melhor num “mundo” mais pequeno, mais calmo e mais pobre. Sem luxos rimo-nos das pessoas, das piadas, dos jogos de futebol, da alegria que é viver num “mundo” em que todos conhecemos e todos nos conhecem. Num mundo onde se pode jogar à bola na estrada sem medo que nos passe um carro por cima. Pequenos mas livres dos males da inovação.. pequenas pessoas que são grandes a ajudar quem seja. Sem comodismos, sem exagerada ambição, sem medo de viverem aquilo que são. Pouco importa o dinheiro neste “mundo” onde todos têm os mesmos luxos.. onde todos trabalham na mesma fábrica. Juntam-se e riem ao jantar, uma grande mesa de amigos e familiares, todos eles com a arte do convívio. Todos eles… com a arte de viverem felizes. Não pedem mais que saúde e alegria.. qual internet que nos faz viajar pelo mundo. Qual computador que nos faz perder tempo sem viver a adrenalina dos sentimentos. Estas pessoas não precisam de conhecer o mundo, porque o “mundo”, esse, já elas conhecem de uma ponta à outra.. desde o António do talho, ao Dinis que arranja bicicletas.
Por cá, volto ao meu mundo desconhecido. De tão grande ser, nunca me há-de encher!

4 comments
Comments feed for this article
Agosto 18, 2007 às 5:11 pm
Cat
Pois é… As férias fizeram-te mesmo bem!…
Um post tão profundo…
Mas tens razão e vê-se que, durante a tua estadia na “terrinha”, descobriste algo que já não é novo, mas que temos tendência a esquecer. Talvez se possa chamar a “felicidade na simplicidade”. Nada de grandes luxos, sem stresses… enfim, como tu escreves no post. Aqui na cidade não há nada disso – há muito mais, mas também muito menos. Por isso, às vezes é bom podermos sair do nosso “meio” habitual e irmos descobrir ou redescobrir as maravilhas doutros “meios”, muitas vezes esquecidos ou atirados para planos menos importantes.
Por isso, ainda bem que gostaste da estadia e a aproveitaste. Nem que seja para veres o mundo doutra maneira…
Agosto 18, 2007 às 9:22 pm
lahanna
Eu vivo numa aldeia, mas fica tão perto da cidade que já perdeu a características dessas aldeias perdidas algures e que reforçam as nossas energias… mesmo assim crescer num meio onde todos nos conhecemos, onde o mais rico e o mais pobre se tratavam como irmãos, fez-me crescer com essa sensação de simplicidade… infelizmente os tempos mudaram e as pessoas mudaram, mas a minha busca pela simplicidade mantém-se igual… sou daquelas que dá mais valor às coisas simples do que propriamente aos grandes alaridos, por isso entendo as tuas palavras…
Agosto 19, 2007 às 2:28 pm
Marta
Gostei do teu post, mostra que tens uma grande capacidade de reflexão, mas esse espírito que descreves aí, está a perder-se muito mesmo, há poucos sítios onde ainda se vive assim.
Já não passava por aqui à bastante tempo, está muito bonito o teu blog, adoro o layout.
**
Agosto 24, 2007 às 2:37 pm
Emanuela
Maravilhoso post… Como sinto saudades de coisas assim. Parabéns por ainda conseguires apreciar disso tudo. Está a tornar-se cada dia mais raro quem o faça de verdade. Um abraço!